abril 2015

____ abril 12, 2015 ____

Circuito Galli Digital – Encontro de Blogueiros de Gastronomia

Quarta-feira, dia 8, ocorreu no Restaurante Galli, no Shopping Via Parque, na Barra da Tijuca, o Circuito Galli Digital, que reuniu blogueiros e produtores de conteúdo do segmento de gastronomia. Eu fui uma das blogueiras convidadas e fiquei muito feliz por poder fazer parte desse momento de troca de experiências.

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Francelle Jacobsen, planner e professora de mídias sociais e Juliana Dias, professora de jornalismo gastronômico e idealizadora do site Malagueta News, estavam lá para dividir conhecimentos. Eu fiz o curso de Jornalismo Gastronômico na FACHA com a Juliana Dias e uma das aulas foi com a Francelle, então eu digo a partir da minha experiência que ouvir o que as duas tem a dizer é se permitir ampliar a visão para ambos os ramos (que estão interligados). Também conferi o lançamento do aplicativo Yummie, com o empreendedor digital Michael Lopes.

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Como entrada eu comi camarão ao alho e óleo. Os pratos principais foram: Risoto de funghi e Ribeye e Camarão crocante (lançado primeiramente no evento, com entrada no cardápio dia 13/04). O prato é camarão empanado no pão de alho com arroz siciliano. Quanto ao risoto de funghi, é um dos meus pratos favoritos.

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Para a sobremesa, tortas variadas da Dolceria di Norma. Eu experimentei o Cheesecake Cassis.

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Ao final, ganhamos uma sacola com alguns presentes, entre eles o livro Diário da Cozinheira, da Carla Pernambuco. O livro é composto de suas histórias pessoais em viagens pelo mundo, onde a cozinheira experimenta a culinária e a cultura de diferentes países, aprende a fazer os pratos e divide as receitas. .

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Bom, todo evento é feito por pessoas, desde os organizadores até os convidados. Lá estava o casal do blog Morando Junto, que eu gosto bastante. A Tita, do Festival da Colher, que é minha amiga e escreve sobre o assunto de uma forma muitas vezes poética. Eu pude conhecer o Rodrigo, do Garfo Carioca, a Lívia do Bendita Panela e a Andréa do Aromas e Sabores. Esse tipo de ocasião nos permite conhecer outras pessoas envolvidas com a área da alimentação e entrar em contato com a diversidade que é o segmento da gastronomia.

____ abril 03, 2015 ____

Bagdad Café

Bagdad Café (Out of Resenheim) é um filme alemão de 1987, dirigido por Percy Adlon. A história começa com Jasmin e seu marido na estrada, viajando pelos EUA, quando os dois tem uma briga. Jasmin (Marianne Sägebrecht) vai embora e começa a andar sozinha até chegar, muito cansada e suada, ao posto-motel Bagdad Café. A recepcionista é também a proprietária do local, Brenda (CCH Pounder). Ela acabou de discutir com o marido e expulsá-lo. Temos duas mulheres muito diferentes entre si em termos de cultura, comportamento e localidade (Jasmin é alemã), mas em semelhante situação de tristeza e falta de perspectiva para o futuro.

O marido de Brenda surge com uma cafeteira que encontrou/roubou de algum lugar,  o que a deixa irritada e faz com que ela queira se livrar do objeto, mesmo estando com a cafeteira quebrada e se irritando com os clientes que chegam pedindo café.  O artefato não tem maiores participações na história, mas reflete o jeito de Brenda lidar com o lugar do qual toma conta, rejeitando o que não é fruto de seu trabalho, sem saber aceitar ajuda.

Brenda trata Jasmin muito mal desde o início, sendo grosseira e estando a todo tempo estressada com afazeres da administração,  se vendo como alguém que precisa cuidar de tudo sozinha. Jasmin, por outro lado, parece muito estranha ao local, esperando que carreguem suas malas até o quarto. A relação das duas parece impossível, mas é disso que o filme trata: a construção de uma amizade.

Com certeza temos no centro da história duas personagens muito interessantes, o que torna o filme ótimo para assistir. Outro ponto positivo foi eu ter me identificado com Jasmin. É claro que as identificações sempre tem mais a ver com nuances do que com o esteriótipo em si. Jasmin no início do filme é vista sendo inferiozada pelo marido e mesmo depois, no Bagdad Café, ela é colocada num lugar de desvalorização. Eu observava Jasmin ao longo do filme e o desenvolvimento da personagem foi mexendo comigo.  Até pelo modo dela de modificar as coisas. Ao pegar em aspiradores e vassouras e encarar a limpeza do posto-motel, ela surpreende a todos. Além disso, estabelece relações e traz um pouco de magia, o que nunca deixa de ser uma forma romântica de transformar a realidade. Outro ponto é a relação de Jasmin com seu corpo e sua sexualidade, que vai sendo sutilmente mostrada no filme através de sua relação com Rudi Cox (Jack Palance).

O bacana é vermos uma mulher durona se permitindo ser cuidada. E outra, fragilizada, tomando as rédeas da própria vida. Bagdad Café é um filme sobre amizade e felicidade. E sobre ambas não estarem relacionadas a nada de difícil acesso ou fora de nosso universo.