Eventos

____ dezembro 01, 2015 ____

Patrimônio Cultural: Feira da Reforma Agrária

Cícero Guedes foi um dos principais militantes do MST no Rio de Janeiro e estava assentado desde 1997 no assentamento Zumbi dos Palmares, onde empregava técnicas agrícolas sustentáveis e seus conhecimentos de agroecologia, referência para militantes e também para estudantes e professores da Universidade Estadual do Norte Fluminense (UENF). Em 2013, Cícero estava com as famílias do MST que ocupavam a Usina Cambahyba, antigo engenho de açúcar desativado e propriedade rural improdutiva com 3.500 hectares de extensão. Foi visto pela última vez ao sair do local de bicicleta. Seu corpo foi encontrado com marcas de tiros na cabeça e nas costas. Aos 43 anos, Cícero deixava 5 filhos.

Desde 2013, os Sem Terra organizam a Feira Estadual da Reforma Agrária Cícero Guedes na cidade do Rio de Janeiro. A sua 7ª edição ocorrerá no Largo da Carioca, nos dia 7, 8 e 9 de dezembro. Além da comercialização de cerca de 70 toneladas de alimentos diversificados, a feira também contará com shows, intervenções culturais e oficinas. Estará sendo celebrado o fato de que a feira que leva o nome do agricultor e militante Cícero Guedes, agora é patrimônio cultural do povo carioca.

Arroz, feijão, frutas, sucos, ervas medicinais e produtos derivados da cana de açúcar, como açúcar mascavo e melado, estarão sendo comercializados. O MST, que pergunta em sua página “quantas vezes pensamos nas outras possibilidades de arroz para além do branco?” convida a todos a conhecerem a variedade de produtos vindos de assentamentos da reforma agrária.

*A foto que ilustram o post foram tiradas na feira do ano passado.

Fontes:
____ outubro 17, 2015 ____

Hambúrguer e pão de queijo

Recentemente estive numa feira de moda, gastronomia e arte, a Armazém 4, no Tijuca Tênis Clube, que fica – lógico! – na Tijuca, aqui no Rio de Janeiro. Gosto da proposta de feiras assim por aqui, o ambiente era agradável e no dia estava caindo uma chuvinha fraca que deixou tudo mais aconchegante (eu gosto de chuva). Perambulei um pouquinho pela área de gastronomia e tive algumas boas surpresas.

Pela parte de moda passei praticamente direto (dei uma andada rápida pela área) porque não avistei nenhum item com o preço e não gosto de ser forçada a perguntar o valor para o vendedor e estabelecer uma comunicação que pra mim é desconfortável. Já na parte de gastronomia, a maioria tinha os preços dos produtos em cartazes ou quadrinhos de giz e eu me senti a vontade para comprar o que eu quisesse. Outra questão é que as pessoas estavam interessadas em falar sobre o seu produto, porque eles mesmos que estavam vendendo, faziam as comidas e conheciam suas matérias-primas. Acreditavam no que estavam fazendo. Visitei a barraca de uma nutricionista com cardápios de comida para o dia a dia, a bicicleta decoradinha de amigos que estavam vendendo palhas italianas e uma dupla que vendia biscoitos cookies desde o tradicional até opções sem glúten e sem lactose. Alguns ofereciam pequenas amostras para a gente experimentar.

Nessa de conhecer, acabei comendo um hambúrguer Macho Gourmet. Vejam bem, juntar hambúrguer com pão de queijo deve soar delicioso para a maioria das pessoas, mas eu não sou a maior fã de pão de queijo. Já tinham me dito que eu precisava experimentar e eu fui movida pela curiosidade. Ainda bem que eu experimentei.

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O hambúrguer era de alcatra, servido em pão de queijo, com geleia de pimenta e cream cheese. O tamanho é maior do que um pão de queijo comum, mas não chega ao tamanho de um pão de hamburguer. É algo intermediário e se eu não tivesse comido outras coisas, comeria dois. Custou 20 reais e estava uma delícia! E mamãe, que estava comigo, também aprovou. Lá no instagram eu publiquei algumas outras fotos do evento.

____ outubro 07, 2015 ____

Sabores do Japão

A Associação Nikkei do Rio de Janeiro fica em Cosme Velho e é um casarão, visto de fora. Encarregada de promover a cultura japonesa, ao longo do ano a Associação organiza alguns eventos que se dividem em dois espaços: um para apresentações de taiko e artes marciais e um outro espaço com a gastronomia japonesa, onde várias barraquinhas se encarregam da culinária. Nunca cobraram pela entrada, você só precisa pagar pelo que consome e pelas mesas, caso queira sentar. Eu diria que é um evento bem familiar, fácil notar isso nas pessoas e na organização.

A festa de Tanabata Matsuri é uma gracinha com as árvores para pendurarmos nossos pedidos e a lenda por trás da data, que diz que Orihime e Hikoboshi se encontram apenas uma vez por ano. Infelizmente, esse ano não pude ir ao Tanabata nem ao Festival do Japão, que também ocorre todo ano no Flamengo. Mas achei perfeito um evento chamado “Sabores do Japão” porque uma das melhores coisas das festas do Clube Nikkei é a comida!

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Eu amo sushi e sashimi, mas não aprecio nenhum “hot” nas comidas japonesas pois o sabor da gordura me deixa enjoada (isso em qualquer comida) e também prefiro sem cream cheese, o que significa que eu fico geralmente no peixe cru com gohan (o arroz branco japonês) mesmo. Dentro desses meus gostos eu comi o temaki de salmão, bem gostoso. Mas me aventurando fora dos meus gostos, eu comi okonomiyaki, que é uma espécie de massa de panqueca com vegetais, frutos do mar e maionese. Eles estavam colocando bacon também, mas eu pedi o meu sem por motivos de: odeio bacon. O okonomiyaki é bem saboroso e o molho tonkatsu dá toda a graça ao prato. Além do temaki e do okonomiyaki, eu comi o yakisoba. A porção era bem generosa, mas o gosto dos vegetais tomavam conta do prato, não consegui sentir o sabor da massa ou da carne. Também provei o karê. Eu diria que é uma sopa de consistência grossa com vegetais em grandes pedaços e tempero a base de curry (karê, em japonês), servida com gohan. Uma delícia. Bom, também achei que eles perderam ao não fazerem o takoyaki, que costuma fazer sucesso.

Geralmente as filas pra comida estão enormes e é difícil caminhar pelo evento. Filas e muita gente transitando por um evento são razões para eu não ir, mas os do Clube Nikkei ocorrem esporadicamente e como o clima é tranquilo, acho super ok. Senti esse evento mais vazio, mas quem não foi perdeu uma ótima oportunidade de experimentar a comida japonesa a um preço bacana e num ambiente propício pra entrar em contato com a cultura.