____ setembro 04, 2015 ____

Oficina “Em pratos limpos: uma discussão sobre História da Alimentação”

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A História está presente em nosso prato, ainda que não nos demos conta. O que escolhemos comer e os rituais que utilizamos durante a refeição nos dizem muito sobre quem somos e já fomos. O intercâmbio de sabores, a receita da avó e mesmo a refeição impessoal da comida pronta no micro-ondas, tudo isso nos dá elementos que permitem estudar a História. Mas com tantas variedades de ultraprocessados, sabemos mesmo o que comemos? Conhecer o seu alimento é conhecer sua identidade, cultura e essência.

Com um caráter interdisciplinar, a alimentação pode ser discutida sob diversos olhares: como norma e ritual, pela abordagem histórica da fome, pela História da Gastronomia, pela sua representação através de livros de culinária, pelo estudo dos restaurantes e pelas relações de poder – pra citar algumas possibilidades! Isso significa que não apenas a refeição em si, mas também cadernos de receitas, manuais de etiqueta, histórias orais e a representação dos alimentos em pinturas e livros são objetos de estudo para a História.

O lançamento do Guia Alimentar para a População Brasileira deste ano discute os ultraprocessados e para quem esses alimentos seriam convenientes. Sofrendo pressão da indústria alimentícia por estimular o consumo de alimentos in natura ou minimamente processados, o Guia trouxe a reflexão da diferença entre “alimento” e “produto comestível”. Eu estive no evento de lançamento do Guia e falei sobre isso aqui.

Eis que uma engenheira química, uma nutricionista e uma historiadora que tinham em comum o IFRJ resolveram se juntar na elaboração de uma oficina pra discutir com mais pessoas (de diferentes áreas e com diferentes experiências) a alimentação.

Estamos oferecendo a oficina em duas datas: 20 e 22 de outubro, de 13-17 horas, no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio de Janeiro, localizado na Rua Senador Furtado. A oficina será realizada na sala 407.

Ementa:

  • Debate sobre a alimentação como objeto de estudo da História;
  • Quando a alimentação é mais do que a ingestão de nutrientes;
  • Papéis de gênero na cozinha: as donas de casa e os chefs;
  • Intercâmbios alimentares e a comida brasileira;
  • Alimentação e Religião
  • Relações de poder e manuais de etiqueta
  • Produção em larga escala vs fome;
  • O Guia Alimentar para a população brasileira: Alimento vs. Produto Comestível.

Quem somos?

Eu me formei Técnica em Alimentos no IFRJ e voltei lá ano passado como estagiária em História pela UFRJ. Foi através da conversa com uma aluna do curso que reencontrei a professora Lourdes, minha professora (e também quem me dava carona pra casa quando as aulas acabavam 22:30h!). Ela estava interessada e envolvida com o projeto de unir história com a área de alimentos e trazer os alunos pra mais pertinho do curso, ampliando a sua visão sobre o tema. A Lourdes é doutora em Tecnologia de Processos Químicos e Bioquímicos (UFRJ), atuando na área de tecnologia, biotecnologia e inovação da cadeia produtiva de alimentos. Foi através dela que eu conheci a Denise, nutricionista com doutorado em Ciências (UFRJ).

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__ 1 comentário __

  1. marioKi

    Felicito, erais visitados por el pensamiento excelente
    marioKi