____ dezembro 18, 2014 ____

São Paulo

Passei um final de semana e mais uma segundinha delícia em São Paulo com alguns amigos e pude turistar pela cidade. Já tinha ido a São Paulo outras duas vezes, mas nunca tinha conhecido melhor a cidade porque sempre fui pra algum evento específico e voltei correndinho pro Rio. Dessa vez foi bem divertido e pude reafirmar meu amor por esse lugar, agora com direito a dizer que conheci lugares nos quais antes só falava, como a Liberdade e a Galeria do Rock.

Bom, eu e meus amigos ficamos no We Hostel Design, um albergue muito charmoso, simpático e limpinho na Vila Mariana. A galera hospedada cuidava direitinho e as pessoas que trabalham lá são todas umas lindas e fofas. O esquema pra economizar dinheiro eu percebi que é mesmo passar num mercadinho e comprar a comida que você vai fazer/comer ao longo dos dias (macarrão, arroz, salada, frutas). Se programar direitinho, dá pra fazer a comida lá e levar lanchinhos quando sair, para não precisar gastar comendo salgados gordurosos e mal feitos, por exemplo. Eu cheguei a fazer comida um dia lá com o bifum e o shitake que comprei na Liberdade, mas não me programei gastronomicamente falando e a refeição que fiz na rua estava muito ruim, nem o arroz estava apreciável. Então, essas coisas que eu estou falando eu percebi na prática mesmo. Não é difícil fazer comprinhas básicas num mercado e isso não é apenas pra quem é ou está virando vegetariano, mas pra qualquer um que queira comer com um mínimo de qualidade sem gastar muito dinheiro.

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A comida ruim que comprei “na rua”:

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A Liberdade não me decepcionou. O bairro é uma graça e no dia em que fomos estava rolando uma feirinha. Várias barraquinhas nas cores do Japão vendiam comidas, roupas e artesanato. Aqui no Rio, perto da minha casa, tem dois mercadinhos de culinária oriental e eu não tenho dificuldade para encontrar essas comidinhas, mas lá na Liberdade elas tem um preço mais acessível, então imaginem a minha felicidade comprando um sacão de shitake desidratado por 16 reais! Eu já cozinhei esse shitake para seis pessoas e ainda tem muito! Comprei também o macarrão bifum e um arroz para tentar fazer um risoto em casa. Vi por lá vários dos biscoitinhos que a minha irmã adora, com suas embalagens fofinhas e coloridas.

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Fizemos um passeio pelo Centro e fomos ao CCBB, aonde eu comi um brownie que levava vinho e estava uma delícia – e tinha mesmo que estar pelo preço que paguei nele! Enfim, brownies são sempre mais caros. No caminho, passamos por uma manifestação do grupo VEDDAS (Vegetarianismo Ético, Defesa dos Direitos Animais e Sociedade). Cada membro carregava um animal morto, o qual informavam ter sido obtido no lixo das respectivas indústrias e trazia abaixo do animal o escrito “vítima do(a) paladar/moda/ciência…”. Chocante. Várias pessoas paravam para olhar e achei legítima essa forma de chamar atenção. Passou um babaca usando da Bíblia pra legitimar o fato de comermos animais, mas só passou mesmo. O infeliz nem se deu ao trabalho (e nem nos deu o trabalho) de parar por ali. Amém.

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A luta pela libertação animal:

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Domingo fizemos um piquenique no Ibirapuera. Meus amigos torciam o nariz pra chuva e pediam sol, mas eu amo aquela chuvinha fina que fazia por lá e achei muito gostoso o fato de termos nos abrigado em um lugar coberto e feito o piquenique observando a chuva cair sobre a grama. ^__^ O piquenique tinha bananas, morangos, uvas, salgadinhos de padaria e suco de goiaba. As frutas deixam o piquenique mais bonito e colorido, além de gostoso!

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Fiquei impressionada com a quantidade de gente andando de skate a qualquer hora do dia. Aqui no Rio temos a orla fechada aos domingos, o Aterro do Flamengo, a Lagoa… E sempre tem alguém andando de skate, mas não é maioria. Muita gente corre por ali, anda de bicicleta e de patins. Em São Paulo, nos lugares onde andei, era skate o tempo todo e domingo no Ibirapuera não foi diferente.

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Aproveitamos para conferir a exposição no Museu de Arte Moderna (MAM) e não me decepcionei. A exposição chamava-se “mal-entendidos” e era de Rivane Neuenschwander. A primeira sala tinha letras esculpidas em laranjas e limões dispersas em caixotes e o visitante podia interagir (adoro!) formando palavras ou o que quisesse com o material disponível. Achei lindo o fato dessa obra interativa misturar o alimento com o afeto e a memória (as pessoas escreviam nomes de pessoas queridas, seus próprios nomes, lugares, frases, poesia etc) e a vida associada àquilo que é orgânico. Toda a exposição trazia esses aspectos: o alimento, o afeto, a memória, a vida, o orgânico. Foi muita sorte (ou boas energias ao longo da viagem) eu ter visto isso!

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A sala seguinte funcionava dessa forma: a pessoa se dirigia ao cartunista (acho que era necessário marcar horário) e descrevia o seu primeiro amor. O artista desenhava, assinava e então o desenho ia para a parede. Enquanto eu olhava os desenhos e imaginava quem seriam aquelas pessoas e quem as tinha descrito, eu ouvia ao fundo um homem com a filha no colo, descrevendo os traços de uma mulher. Não sei vocês, mas eu tenho uma imaginação que vai longe e essas coisas mexem comigo.

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Outra sala visitada trazia 365 listas de compras coletadas em diversos supermercados de Londres entre junho de 2013 e maio de 2014 e estavam organizadas de acordo com as quatro estações do ano. Novamente a artista se apropria de outras vidas, outras histórias e da noção do orgânico e do acaso. Cada canto da exposição trazia muito de muitas pessoas e tinha bem forte a questão da alimentação, dessa forma tão sensível e poética e ao mesmo tempo real.

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Ainda fomos até o oitavo andar do Museu da USP, de onde contemplamos o céu nublado e a cidade.

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Todas as fotos foram tiradas com o meu Iphone, com exceção de uma do piquenique que foi tirada pelo meu amigo Ricardo. Não tenho fotos da Galeria do Rock nem do passeio do último dia, que foi na 25 de março.

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