takoyaki

____ junho 28, 2017 ____

Takoyaki outra vez

Eu acho viajar uma delícia e até ia dizer que não conheço uma pessoa que não goste, mas tenho exemplos dentro de casa de pessoas que gostam mesmo é de ficar no aconchego e na familiaridade do próprio lar e da rotina. E tudo bem. Eu nunca viajei para fora do país (por limitações financeiras) e a verdade é que conheço pouco do Brasil, mas o Brasil é um país muito grande e conhecê-lo bem é privilégio de poucos. Já estive em ótimas cachoeiras pelo sul de Minas, guardo um amorzinho por São Paulo e quando viajei pela primeira vez sozinha, fui para Curitiba, Paraná. Viajar sozinha foi pra mim uma experiência muito boa. Ficando hospedada em hostel, conheci pessoas, saímos juntos, bebemos, comemos. Mas também aproveitei as horas sozinha no Jardim Botânico, não queria ir embora daquele lugar maravilhoso e sabia que o fato de estar ali só eu-comigo-mesma tornava aquele momento mais especial.

Recentemente, fui sozinha pra São Paulo. Novamente hospedada em hostel, percebi que não queria muito papo com ninguém e a bagunça das outras meninas no quarto dividido me incomodou (o banheiro compartilhado ficava nojento ao longo do dia, mesmo com uma funcionária do local deixando ele limpinho todas as manhãs). Não sei se a nossa abertura pra essas coisas é menor quanto mais velhos ficamos ou se eu fiquei mal acostumada por ter me hospedado em um quarto só pra mim na última viagem (pra São Lourenço), dormindo numa cama de casal. Fato é que eu não era a mesma Gabriela de Curitiba. Além da indisposição pra socializar com estranhos, eu percebi que quis viver o familiar. Visitei os lugares de São Paulo que eu já gosto, no bairro da Liberdade: a papelaria Fancy Goods, a pastelaria Yoka e o mercadinho que vende takoyaki. Cá entre nós, até o hostel que eu fiquei, eu já conhecia, pois me hospedei lá há quase três anos.

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Aqui no Rio eu geralmente aguardo pra comer takoyaki nos eventos da Associação Nikkei. Em São Paulo, ficam os bolinhos de polvo mais gostosos da vida – talvez porque eles fiquem melhores com a fome que eu sinto após bater perna pelo bairro. O mercadinho não tem lugar para sentar e da outra vez eu comi em pé tranquilamente. Dessa vez, o clima chuvoso me fez pedir para viagem e levar pra comer no hostel. Sentei na mesinha com arranjo de flores, com vista para a rua, onde dava pra ver a chuva. A comida quentinha contrastando com o tempo frio e eu ali sentada sozinha, feliz com a minha sacolinha de compras de papelaria. Acabei pensando como viajar sozinha me faz perceber que, no fim das contas, eu gosto da minha própria companhia e que eu cuido bem de mim. Feliz da vida, doninha do próprio nariz.

Rua Galvão Bueno, 270 – Liberdade, São Paulo.

Já falei aqui no blog sobre alguns lugares para comer em São Paulo: o restaurante Seok Joung, no Bom Retiro e o Porque Sim, na Liberdade.

____ fevereiro 08, 2016 ____

Pastel e Takoyaki na Liberdade

Estive em São Paulo com a minha irmã com o intuito de experimentarmos das culinárias japonesa e coreana. Os passeios em busca de itens fofos de papelaria e mercadinhos se concentrariam no bairro da Liberdade, assim como a maioria das comidinhas que queríamos experimentar. As exceções foram o restaurante de comida coreana no Bom Retiro e a loja da Daiso, na Sé.

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Enquanto passeávamos pela Liberdade durante um dia todinho, fizemos uns lanchinhos. A primeira parada foi para comer takoyaki. Experimentamos os bolinhos de polvo vendidos na frente do mercado Kaisen Alimentos. Pagamos 10 reais em seis bolinhos. A senhora que nos atendeu estava fazendo bolinhos na hora, no entanto, o nosso foi retirado de alguns bolinhos já prontos e separados, o que não garantiu que os takoyakis estivessem quentinhos. Ainda assim estavam uma delícia!

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Mais tarde, precisamos fazer uma horinha na rua enquanto aguardávamos o restaurante japonês aonde queríamos jantar abrir. Foi aí que paramos na pastelaria Yoka, recomendada por revistas nacionais de grande circulação pelos seus pastéis maravilhosos. E com razão! Eu não estou exagerando quando digo que foi o pastel mais saboroso que já comi na vida! Nada a ver com aqueles pastéis que tem tanto gosto de gordura que você não sente o sabor da massa, sem contar que geralmente o recheio não é lá grandes coisas. E o nível de amor foi tanto, que a gente voltou lá no dia de ir embora e comprou pastéis pra viagem. Comemos no aeroporto poucas horas depois e continuava muito gostoso.

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Fechamos o dia jantando no restaurante Porque sim, mas isso já é assunto pra outro post.

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____ outubro 07, 2015 ____

Sabores do Japão

A Associação Nikkei do Rio de Janeiro fica em Cosme Velho e é um casarão, visto de fora. Encarregada de promover a cultura japonesa, ao longo do ano a Associação organiza alguns eventos que se dividem em dois espaços: um para apresentações de taiko e artes marciais e um outro espaço com a gastronomia japonesa, onde várias barraquinhas se encarregam da culinária. Nunca cobraram pela entrada, você só precisa pagar pelo que consome e pelas mesas, caso queira sentar. Eu diria que é um evento bem familiar, fácil notar isso nas pessoas e na organização.

A festa de Tanabata Matsuri é uma gracinha com as árvores para pendurarmos nossos pedidos e a lenda por trás da data, que diz que Orihime e Hikoboshi se encontram apenas uma vez por ano. Infelizmente, esse ano não pude ir ao Tanabata nem ao Festival do Japão, que também ocorre todo ano no Flamengo. Mas achei perfeito um evento chamado “Sabores do Japão” porque uma das melhores coisas das festas do Clube Nikkei é a comida!

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Eu amo sushi e sashimi, mas não aprecio nenhum “hot” nas comidas japonesas pois o sabor da gordura me deixa enjoada (isso em qualquer comida) e também prefiro sem cream cheese, o que significa que eu fico geralmente no peixe cru com gohan (o arroz branco japonês) mesmo. Dentro desses meus gostos eu comi o temaki de salmão, bem gostoso. Mas me aventurando fora dos meus gostos, eu comi okonomiyaki, que é uma espécie de massa de panqueca com vegetais, frutos do mar e maionese. Eles estavam colocando bacon também, mas eu pedi o meu sem por motivos de: odeio bacon. O okonomiyaki é bem saboroso e o molho tonkatsu dá toda a graça ao prato. Além do temaki e do okonomiyaki, eu comi o yakisoba. A porção era bem generosa, mas o gosto dos vegetais tomavam conta do prato, não consegui sentir o sabor da massa ou da carne. Também provei o karê. Eu diria que é uma sopa de consistência grossa com vegetais em grandes pedaços e tempero a base de curry (karê, em japonês), servida com gohan. Uma delícia. Bom, também achei que eles perderam ao não fazerem o takoyaki, que costuma fazer sucesso.

Geralmente as filas pra comida estão enormes e é difícil caminhar pelo evento. Filas e muita gente transitando por um evento são razões para eu não ir, mas os do Clube Nikkei ocorrem esporadicamente e como o clima é tranquilo, acho super ok. Senti esse evento mais vazio, mas quem não foi perdeu uma ótima oportunidade de experimentar a comida japonesa a um preço bacana e num ambiente propício pra entrar em contato com a cultura.